Um bom tempo fiquei sem os deliciar com minhas palavras, sei que os poucos leitores de meu blog apreciam meus textos, deixando de lado as formalidades início um novo texto.
La Republica
Comunidade formada de indivíduos com pensamentos e comportamentos diferentes, em tese pode até ser um prato cheio para confusões de convivência, mas na prática, um berço de novas idéias e crescimento humano, ambiente esse em que vivi por quase dois anos e meio, passando por dificuldades, alegrias, confusões e principalmente muita diversão.
Hoje irei iniciar a compartilhar com todos um pouco desse mundo por meio de pequenas estórias, onde misturo a realidade da republica com a ficção para preservar a identidade daqueles que comigo conviveram, e para começar nada melhor que “A Criação”.
A Criação
A melhor fase da vida, o fim do colegial (Ensino Médio galera!) tempo de decidir o que fazer da vida, ou pelo menos tentar decidir, sair da casa dos pais e viver (de certa forma) por conta própria, deixar a nossa cidadezinha para encarar a “Selva de Pedras”, isso é a cidade grande, primeira coisa depois de escolher onde estudar é pensar em “ onde vou morar?”, nisso começa a busca incessante pelas famosas Repúblicas, existe duas formas de se entrar nelas, ou você já conhece alguém que te convida pra fazer parte, ou vire presidente, isso mesmo monte a sua própria República.
Escolhendo a segunda opção, inicia a fase de seleção dos membros da República, métodos usados e aprovados para fazer isso, Orkut e indicações, prepare-se psicologicamente para conhecer pessoas que você nunca imaginou que iriam dividir o mesmo teto, alguns desses espécies raras, dentre esses tipos citarei alguns que conheci:
O caipira, o típico estudante que vem do interior do estado, fã de moda de viola e o bom sertanejo acostumado com o interior estranha às novidades e diversidades da capital, ignorante, mas boa pessoa.
O mineiro, sotaque forte, quieto no inicio, mas bastante esperto “apreciador de ervas” e torcedor do Ipatinga, divertido e sempre disposto a tomar umas “biritas”.
O chato, necessário para manter a sobriedade da República, come de garfo e come salada de alface e tomate todos os dias (porque é mais barato).
O moderninho, sujeito inicialmente chato, ouve Amy Winehouse e lê a revista Rolling Stones, coloca sua masculinidade a prova todo o momento.
O micareteiro, na maioria das vezes sinônimo de vagabundo, trajando sempre a mesma bermuda estampada e seus famosos abadas (na minha opinião não é roupa), sempre disposto a matar uma aula e ir pra sinuca.
O CDF estuda a maior parte do dia, e a maioria dos assuntos são relacionados a alguma coisa da faculdade, se alimenta de lanches rápidos e bebidas não-alcoólicas.
Esses são alguns dos tipos mais comuns que aparecem para compor uma República.
Continua....
