
Bom.... estou de volta, hoje venho contar uma história, que aconteceu comigo no retorno do feriado de Pascoa.
Domingo, 23, às 18:30, como todo fim de feriado retorno a Vitória de ônibus, particularmente achava que seria mais uma viagem sem graça, mas desta vez teria história. Embarca no mesmo ônibus um senhor de aparência cansada e doente, uma pessoa de idade avançada, sentou-se atrás de mim, ao lado tinha uma rapaz, e ao meu lado uma garota estudante de psicologia pra ser mais exato.
Como sempre eu estava na minha, mas sempre ouvindo o que se passa dentro do ônibus, eis que se inicia o que pra mim seria um dos mais belos relatos de uma vida de vencedor, o senhor começa a conversar com o rapaz ao seu lado, sem se apresentar ja inicia falando que esta indo à Vitória para continuar a fazer exames para descobrir que doença tinha, que o fez perder 15 quilos em um mês, ja tinham sido 25 exames e nada foi encontrado mas de forma incrível ele não se abatia.
Estávamos enfrentando um trânsito infernal, acho que o senhor achou o melhor momento para contar a sua história de vida, profissão caminhoneiro ou como ele preferia ser chamado de chofer de caminhão, fazia questão de trabalhar de terno, dizia ele que não era pior que ninguém para não poder usar um terno, e deu conselho que não importa onde ou como você trabalhe, vista-se como o presidente.
Seguindo sempre sem interrupções, e com um único folego, era o que parecia, nos contou sobre sua infância sofrida no interior do estado, o respeito sempre mantido pelo pai, criticou a atual forma de criação dos filhos de forma liberal, e como ele mesmo disse, dando libertinagem ao invés de liberdade, produzindo pessoas incapazes de controlar seus atos, o que reflete no aumento de jovens com as vidas perdidas.
Conhecedor desse nosso Brasil, conhecia de forma descritiva todos os problemas de desigualdade social de nosso país, presenciou muitos devido a sua profissão, passou por momentos difíceis nessas viagens, passando por policiais corruptos e bandidos de carga, mas mesmo com esses problemas ele sempre disse que era a melhor profissão do mundo, conhecia pessoas e lugares maravilhosos e sempre reforçava a idéia de que assim que estivesse bem iria retornar ao seu caminhão.
Exemplo de vida ele nos ensinou também a curte a vida, como ele disse, faça o que você quiser mas não fique na vontade, desde que não seja para o mal de alguem faça. Ele ofereceu churrasco a amigos caminhoneiros no Natal, freqüentou os mais caros restaurantes, bebeu das melhores bebidas, conheceu mulheres, diversas foram as formas de curte a vida, sobre dinheiro ele dizia que só precisamos do necessário para não nos tornarmos infelizes.
Para concluir, ao chegar no ponto onde eu e os outros dois ouvintes iriam desembarcar, ele com sua camisa social branca, sua calça marrom e um chapéu de mesma cor, nos dá um conselho, estudem, curtam a vida, façam o que quiser, mas de forma consciente e fiquem com Deus e que Ele os guiem em seus sonhos, e nunca tenham medo.
Domingo, 23, às 18:30, como todo fim de feriado retorno a Vitória de ônibus, particularmente achava que seria mais uma viagem sem graça, mas desta vez teria história. Embarca no mesmo ônibus um senhor de aparência cansada e doente, uma pessoa de idade avançada, sentou-se atrás de mim, ao lado tinha uma rapaz, e ao meu lado uma garota estudante de psicologia pra ser mais exato.
Como sempre eu estava na minha, mas sempre ouvindo o que se passa dentro do ônibus, eis que se inicia o que pra mim seria um dos mais belos relatos de uma vida de vencedor, o senhor começa a conversar com o rapaz ao seu lado, sem se apresentar ja inicia falando que esta indo à Vitória para continuar a fazer exames para descobrir que doença tinha, que o fez perder 15 quilos em um mês, ja tinham sido 25 exames e nada foi encontrado mas de forma incrível ele não se abatia.
Estávamos enfrentando um trânsito infernal, acho que o senhor achou o melhor momento para contar a sua história de vida, profissão caminhoneiro ou como ele preferia ser chamado de chofer de caminhão, fazia questão de trabalhar de terno, dizia ele que não era pior que ninguém para não poder usar um terno, e deu conselho que não importa onde ou como você trabalhe, vista-se como o presidente.
Seguindo sempre sem interrupções, e com um único folego, era o que parecia, nos contou sobre sua infância sofrida no interior do estado, o respeito sempre mantido pelo pai, criticou a atual forma de criação dos filhos de forma liberal, e como ele mesmo disse, dando libertinagem ao invés de liberdade, produzindo pessoas incapazes de controlar seus atos, o que reflete no aumento de jovens com as vidas perdidas.
Conhecedor desse nosso Brasil, conhecia de forma descritiva todos os problemas de desigualdade social de nosso país, presenciou muitos devido a sua profissão, passou por momentos difíceis nessas viagens, passando por policiais corruptos e bandidos de carga, mas mesmo com esses problemas ele sempre disse que era a melhor profissão do mundo, conhecia pessoas e lugares maravilhosos e sempre reforçava a idéia de que assim que estivesse bem iria retornar ao seu caminhão.
Exemplo de vida ele nos ensinou também a curte a vida, como ele disse, faça o que você quiser mas não fique na vontade, desde que não seja para o mal de alguem faça. Ele ofereceu churrasco a amigos caminhoneiros no Natal, freqüentou os mais caros restaurantes, bebeu das melhores bebidas, conheceu mulheres, diversas foram as formas de curte a vida, sobre dinheiro ele dizia que só precisamos do necessário para não nos tornarmos infelizes.
Para concluir, ao chegar no ponto onde eu e os outros dois ouvintes iriam desembarcar, ele com sua camisa social branca, sua calça marrom e um chapéu de mesma cor, nos dá um conselho, estudem, curtam a vida, façam o que quiser, mas de forma consciente e fiquem com Deus e que Ele os guiem em seus sonhos, e nunca tenham medo.
"Nunca tenham medo."
o sr. do ônibus

